sábado, 22 de janeiro de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
A MAFI(F)A que manda no futebol...

Este artigo foi publicado em junho aqui e eu esqueci-me que o sítio ideal para publicar seria precisamente neste blogue. Peço imensa desculpa, vem com bastante atraso, mas é de boa vontade... e as gajas são boas!
Como toda a gente sabe a capitalista FIFA impõe aos países organizadores do Mundial medidas vergonhosamente dracónicas para proteger as marcas patrocinadoras – e vão muito longe nesta tarefa… Por exemplo, a cerveja americana Budweiser, que é água com gás tingida de amarelo, era a única que podia ser anunciada, bebida e vendida durante o Mundial de futebol na África do Sul...
Mas uma pequena marca de cerveja holandesa da província de Brabante, a Bavaria, demonstrando que capitalismo também é inovação e uma grande dose de imaginação, fintou as medidas da FIFA e tornou-se mundialmente conhecida de um dia para o outro sem vender uma caneca de cerveja durante o Mundial.
A Bavaria encomendou numa fábrica de roupa da mesma região uns vestidos baratos mas bem curtinhos, giros, sexy e obrigatoriamente cor de laranja que oferecem na compra de uma caixa de cervejas. A seguir contactaram duas holandesas loirinhas, espertalhonas, mas sobretudo mesmo muito boas, que na África do Sul arranjaram, através de agências locais de casting, mais uma trintena de mulheres igualmente muito bem amanhadas para executarem um plano previamente concebido nos escritórios da cervejeira holandesa.
Aqui podem em vídeo O Plano na prática: no dia do jogo Dinamarca-Holanda as raparigas entraram no estádio vestidas como torcedoras da Dinamarca. No momento que julgaram ideal, as duas boazonas holandesas deram o sinal a todas as outras para levantarem a divinal bunda e iniciarem um gracioso ‘striptease’ gingando com as belas ancas ao mesmo tempo que despiam o equipamento dinamarquês, ficando à vista dos expectadores do mundo inteiro o tal vestidinho cor de laranja da Bavaria que nem tudo cobre nem descobre…
Imediatamente os esbirros de Dom Sepp Blatter, o capo da máfia fifesca, intervieram e, sem dó nem piedade, nem maneiras, expulsaram as raparigas do Estádio e mandaram prender as duas holandesas organizadoras. Resultado, a Bavaria pagou uma multa à FIFA evitando que as raparigas fossem violadas numa esquadra da polícia Sul Africana. Por outro lado a Bavaria ficou a ser mundialmente conhecida…
Quando é que os nossos ‘captains of industry’ ou então a nossa juventude tão de esquerda, tão progressista, acorda do atavismo em que está enterrada e em vez de repetir ad infinitum slogans marxistas do século 19, ou, pior ainda, exegeses islâmicas ainda mais arcaicas, se lembram de imaginar destes truques lúdicos para promover mundialmente a nossa BROA DE AVINTES, VINHO VERDE TINTO ou QUEIJO DA SERRA porra…
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Viva o Rio
Eu vascaíno torceu que se fartou pelo Flu. Não só de arrasto pela Ariane e o João, os filhos tricolores ou pelo mano Felipe, que bancou o churrasco, mas pelo Rio de Janeiro que bem mereceu por tudo que passou este ano. E nenhum clube para melhor representar o Rio já que o traz no próprio nome, ainda que em latim. Pois que rioeiro, rioino ou rioense soam tão mal. Mas os detratantes vão sempre dizer "mas que rio é esse se o Rio não tem rio?! Que foi tudo um engano dos portugueses que achavam que a boca da baía era a foz de um rio que por estarem em janeiro..." Está bem. Cada cidade tem o seu rio. Paris tem o Sena; Cairo, o Nilo; Lisboa, o saudoso Tejo; Rio Branco, o rio Acre; São Paulo, o Tietê... E o Rio? Ah, o Rio hoje tem dois: o Guandú, que nos dá a água de beber e o rio tricolor que corre limpando corações.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Nova história
A Holanda está conquistando a África do Sul. Desta vez com a bola no pé e não com a Bíblia na mão.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Regra do Impedimento
A regra do fora de jogo tal como a conhecemos hoje não existe desde os primórdios do desporto rei. Até porque, nos primeiros desafios de futebol, existiam apenas duas regras. A saber:
Regra 1: O objectivo do jogo é colocar a bola dentro da baliza, marcando golos.
Regra 2: É expressamente proibido que qualquer jogador aproveite as celebrações decorrentes da marcação de um golo para dar largas a tendências sodomitas e colocar as mãos de forma indecorosa sobre partes íntimas do corpo de um colega.
Uma destas regras viria posteriormente a ser abandonada por deliberação do célebre dirigente da FIFA e ex-jogador, o austríaco Rolf “Mariazinha” Pfeiffenberg.
A figura do fora de jogo surgiu apenas após o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1924, quando o avançado uruguaio Héctor Scarone passou a maior parte dos desafios sentado na grande área dos adversários numa cadeira de lona, levantando-se apenas quando a bola chegava perto e marcando assim um total de oito golos, valiosos para conquistar a medalha de ouro.
A proeza começou a ser duplicada por avançados de outras equipas e, rapidamente, a FIFA viu-se forçada a tomar medidas para evitar que o futebol se transformasse numa espécie de convívio na relva em que os participantes se levantavam ocasionalmente para pontapear uma bola que passasse por perto.
Nasce assim a regra do fora de jogo. O seu criador foi um delegado americano da FIFA, Jerome Watkins, que resumiu a regra num parágrafo pioneiro: “Jogador que se coloque de forma abusiva à frente da defesa adversária não poderá receber a bola e, se o fizer, deverá ser preso a um dos postes da baliza, despido e açoitado por todos os jogadores contrários, depois de estes lhe urinarem em cima, enquanto o público entoa cânticos místicos.”
Hoje em dia, é universalmente aceite que Watkins era um homenzinho muito estranho e os seus contemporâneos passaram a olhar para ele com desconfiança desde a redacção do parágrafo, remetendo-o para um canto e incumbindo-o de desenvolver um tipo de futebol que pudesse ser jogado na praia. (Watkins viria mesmo a desenvolver um tipo de futebol de praia, mas sem qualquer relação com a variante que hoje se joga por envolver equipas de 800 elementos para cada lado, três elefantes pintados de azul, um coro de tragédia grega e balizas móveis transportadas por eunucos).
A partir deste esboço inicial, depressa se alcançou uma versão da regra limpa de bizarrias e elementos sadomasoquistas, que entrou em vigor de imediato, impedindo para todo o sempre os golos marcados por jogadores oportunistas que passam o jogo “à mama” (para saber o que é uma mama, é favor consultar o Google). Actualmente, após muitas clarificações, o fora de jogo é claramente entendido por todos com excepção de alguns árbitros e fiscais de linha.
Agradecimentos a Nuno Costa
Regra 1: O objectivo do jogo é colocar a bola dentro da baliza, marcando golos.
Regra 2: É expressamente proibido que qualquer jogador aproveite as celebrações decorrentes da marcação de um golo para dar largas a tendências sodomitas e colocar as mãos de forma indecorosa sobre partes íntimas do corpo de um colega.
Uma destas regras viria posteriormente a ser abandonada por deliberação do célebre dirigente da FIFA e ex-jogador, o austríaco Rolf “Mariazinha” Pfeiffenberg.
A figura do fora de jogo surgiu apenas após o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1924, quando o avançado uruguaio Héctor Scarone passou a maior parte dos desafios sentado na grande área dos adversários numa cadeira de lona, levantando-se apenas quando a bola chegava perto e marcando assim um total de oito golos, valiosos para conquistar a medalha de ouro.
A proeza começou a ser duplicada por avançados de outras equipas e, rapidamente, a FIFA viu-se forçada a tomar medidas para evitar que o futebol se transformasse numa espécie de convívio na relva em que os participantes se levantavam ocasionalmente para pontapear uma bola que passasse por perto.
Nasce assim a regra do fora de jogo. O seu criador foi um delegado americano da FIFA, Jerome Watkins, que resumiu a regra num parágrafo pioneiro: “Jogador que se coloque de forma abusiva à frente da defesa adversária não poderá receber a bola e, se o fizer, deverá ser preso a um dos postes da baliza, despido e açoitado por todos os jogadores contrários, depois de estes lhe urinarem em cima, enquanto o público entoa cânticos místicos.”
Hoje em dia, é universalmente aceite que Watkins era um homenzinho muito estranho e os seus contemporâneos passaram a olhar para ele com desconfiança desde a redacção do parágrafo, remetendo-o para um canto e incumbindo-o de desenvolver um tipo de futebol que pudesse ser jogado na praia. (Watkins viria mesmo a desenvolver um tipo de futebol de praia, mas sem qualquer relação com a variante que hoje se joga por envolver equipas de 800 elementos para cada lado, três elefantes pintados de azul, um coro de tragédia grega e balizas móveis transportadas por eunucos).
A partir deste esboço inicial, depressa se alcançou uma versão da regra limpa de bizarrias e elementos sadomasoquistas, que entrou em vigor de imediato, impedindo para todo o sempre os golos marcados por jogadores oportunistas que passam o jogo “à mama” (para saber o que é uma mama, é favor consultar o Google). Actualmente, após muitas clarificações, o fora de jogo é claramente entendido por todos com excepção de alguns árbitros e fiscais de linha.
Agradecimentos a Nuno Costa
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